Adoção responsável de IA vira vantagem competitiva na engenharia

Com governança e mentoria especializada, a Visus reduz em até 98% o tempo de tarefas administrativas e técnicas ao integrar inteligência artificial à rotina das equipes

Enquanto boa parte do mercado ainda debate se vale a pena adotar inteligência artificial no dia a dia corporativo, a Visus já colhe resultados concretos de um processo estruturado de implementação. A empresa, especializada em gestão de ativos e engenharia, decidiu tratar a IA não como experimento isolado de um ou outro colaborador, mas como uma frente de eficiência a ser medida, acompanhada e replicada, com responsabilidade e critério.

O resultado desse esforço apareceu em um levantamento interno conduzido pela empresa: ao comparar o tempo gasto em atividades administrativas, técnicas e comerciais antes e depois do uso de ferramentas de IA, a Visus identificou uma redução média de aproximadamente 98% no tempo total de execução das tarefas mapeadas. Na prática, processos que antes ocupavam um turno inteiro de trabalho passaram a ser concluídos em poucos minutos.

Os casos mais expressivos envolvem tarefas de análise e documentação, tradicionalmente as que mais consomem horas de trabalho qualificado. A elaboração de documentação técnica teve redução de 99,7% no tempo de execução; relatórios gerenciais para clientes e relatórios semanais de gerência de TI caíram 99,4%; a análise de dados encolheu 95,8%; e a análise e compreensão de RFPs (referências técnicas e editais) foi reduzida em 87,5%.

Para viabilizar esse avanço, a Visus optou por não deixar a curva de aprendizado por conta própria. A implementação contou com a mentoria do professor de inteligência artificial Enio Moraes, da movimento.ai, responsável por orientar a equipe na escolha de ferramentas, na definição de boas práticas de uso e na construção de uma cultura interna de adoção responsável, com atenção a critérios como confiabilidade das respostas geradas, segurança da informação e uso ético dos dados dos clientes.

A inteligência artificial só gera valor real quando sai do improviso individual e vira processo. Trabalhamos com a Visus para transformar o uso de IA em algo mensurável, seguro e replicável entre as áreas, e os números comprovam que esse caminho funciona quando há critério e responsabilidade na condução”, afirma Enio Moraes, professor de inteligência artificial e founder da movimento.ai, consultoria que conduziu a mentoria.

À frente da iniciativa dentro da empresa está Maxwesley Miguel da Silva, especialista de sistemas e responsável pela área de TI da Visus. Segundo ele, o ganho vai além da velocidade: a adoção de IA também elevou a qualidade das entregas.

Ganhamos tempo, mas ganhamos, principalmente, qualidade. Os relatórios saem consolidados, as análises de propostas e documentos pré-contrato ganham amplitude, os processos contábeis estão consistentes e mais previsíveis e a comunicação com o cliente melhorou, porque a equipe consegue revisar e refinar o que produz, em vez de correr contra o relógio. No fim, é tempo que volta para as pessoas“, diz Maxwesley Miguel da Silva, gestor de TI da Visus.

O levantamento também mapeou quais ferramentas sustentam essa mudança de rotina. O Abacus AI aparece em cerca de 69% das atividades registradas pelas equipes, usado sobretudo em relatórios gerenciais, análises técnicas e de performance, documentação de projetos e revisão de RFPs. O Microsoft Copilot responde por 19% dos usos, concentrado em apoio à redação de e-mails e checagem de aderência em propostas comerciais. Já o Gamma AI, presente em 12% dos casos, é aplicado principalmente na criação de apresentações.

Para a liderança da empresa, o movimento faz parte de uma estratégia maior de transformação digital, que trata a IA como ferramenta de produtividade e diferenciação, não como modismo.

O caso da Visus reflete um movimento mais amplo entre empresas de gestão, engenharia e serviços técnicos, setores tradicionalmente intensivos em documentação, análises e relatórios, atividades que consomem tempo de profissionais qualificados sem, necessariamente, agregar valor direto ao cliente final. Ao medir o impacto da IA atividade por atividade, em vez de simplesmente liberar o acesso a ferramentas para as equipes, a empresa conseguiu transformar uma iniciativa dispersa em política corporativa, com dados que sustentam decisões futuras de investimento em tecnologia e capacitação.

Não adotamos inteligência artificial para reduzir pessoas, adotamos para liberar as pessoas para agir naquilo que realmente tem elevado valor estratégico para a Visus. Cada hora que deixamos de gastar em tarefas repetitivas é uma hora a mais dedicada à gestão, aos clientes e à qualidade técnica que é a nossa essência. Isso é o que entendemos como o uso responsável da tecnologia: com governança, com mentoria qualificada e com foco em produção e qualidade”, resume Tomilson Lima Mota, CEO da Visus.

O plano da empresa agora é ampliar o mapeamento para novas áreas e formalizar diretrizes internas de uso de IA, unindo ganho de produtividade a controles de qualidade e segurança da informação, um movimento que, segundo especialistas do setor, tende a se tornar diferencial competitivo para empresas de engenharia e serviços técnicos nos próximos anos.

Mais informações sobre a Visus Engenharia em visuss.com.br.

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